OCTETA coletivo musical criado em 2019, fruto da união de musicistas atuantes na cidade de São Paulo. Desde o início, o grupo se propõe a ser um espaço de cultivo e criação artística colaborativa, onde os processos de composição, arranjo e interpretação acontecem de forma circular — cada integrante contribui conforme sente, em um ambiente que valoriza a escuta, o respeito mútuo e a liberdade criativa.
A proposta nasce do desejo comum de romper com modelos engessados de produção musical, apostando em caminhos que favorecem a horizontalidade e a construção conjunta. Em vez de papéis fixos ou hierarquias, a OCTETA acredita na soma de perspectivas e experiências diversas como força propulsora da criação.
A formação é integrada por:
Todas também cantam e exploram instrumentos de percussão em diferentes momentos do show.
Inspirada por experiências de criação coletiva e por movimentos que ampliam a presença e o protagonismo feminino na música, a OCTETA reconhece os caminhos historicamente mais acessíveis a alguns grupos e busca, com seu trabalho, contribuir para uma cena artística mais plural, sensível e acolhedora. A proposta é ampliar as possibilidades de participação e expressão, valorizando a diversidade como força criativa.
O som da OCTETA é fruto de uma abordagem criativa comprometida com o rigor musical e com a liberdade de experimentação. A diversidade de formações e influências das integrantes se traduz em um repertório autoral que explora diferentes timbres, linguagens e texturas sonoras, com espaço para a improvisação e a construção coletiva dos arranjos.
O resultado é uma música que transita por diversas paisagens rítmicas e harmônicas, unindo precisão técnica, originalidade e potência interpretativa. O repertório é formado por composições autorais das integrantes, inspiradas pelo conceito universal do som, criado por Hermeto Pascoal, que valoriza o sentir como essência da música. Com amplo espaço para improvisação, a OCTETA explora diferentes linguagens, sotaques e timbres, proporcionando uma experiência sonora rica em cores e texturas.
Caroline Calê (São Paulo, 1989) é baterista profissional, compositora, arranjadora e pedagoga. Formada em Bateria MPB/Jazz pelo Conservatório de Tatuí, desenvolve uma pesquisa contínua sobre linguagem musical e artística, tendo o ritmo como eixo central de sua expressão. É endorsee da Nagano Drums e das peles RMV, atuando em diversos projetos como instrumentista, criadora e articuladora cultural.
Participou de importantes festivais e encontros musicais, como o SPJW – São Paulo Jazz Weekend, Festival de Jazz São Roque 2025, TDT Expo – 20 anos e Instrumental Sesc Brasil. Com formação também em Pedagogia, ministra workshops e ações formativas em eventos como Girl And Drums, SINCOPE – Simpósio de Bateristas e Percussionistas da Região Centro-Oeste e Cultura em Casa, abordando temas como raízes culturais da bateria brasileira, groove, linguagem, carreira e representatividade.
Atua ainda como baterista da premiada peça O Mercador de Veneza, com Dan Stulbach, em turnê nacional por cidades como Rio de Janeiro, Recife, Curitiba, Santo André, Brasília e atualmente em cartaz em São Paulo.
Como educadora, oferece aulas de música desde os 15 anos e tem presença recorrente em entrevistas, mesas de debate e masterclasses sobre ritmos brasileiros, bateria, percurso profissional, expressão musical e a atuação de mulheres na música.
Dividiu o palco com artistas como Wagner Tiso, Ná Ozzetti, Fabiana Cozza, Nailor Proveta, Teco Cardoso, Thalma de Freitas, Fabio Leal, Sintia Piccin, Allan Abaddia, Tico Fahur, Marcos Paiva, Beatriz Lima, Diego Garbin, Paulo Flores e Paulo Serau, entre muitos outros.
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Larissa Galvão é flautista, pianista e compositora. Começou a sua formação musical na infância, em Campinas e prosseguiu com os estudos na Casa da Cultura – Escola de música Villa-Lobos em Joinville/SC.
Graduou-se em Piano Erudito pela Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC em Florianópolis, orientada pelo prof. Dr. Guilherme Sauerbronn e durante a graduação, foi contemplada com uma bolsa de estudos na Morehead State University, U.S.
Estudou música popular nas oficinas dos festivais de música em Itajaí e Curitiba e participou ativamente da cena instrumental catarinense gravando com diversos grupos: Clã Instrumental; A Corda em Si; TAO ORQUESTRA; Coletivo Elas por Elas; Kiabo Instrumental; Sonora Parceria – fruto desta parceria é o disco Música Súbita (2011) e Sawabona Shikoba (2016) – e no espetáculo/show Avessa, do qual originou o álbum AVESSA (2017).
Residente em São Paulo desde 2018, cursou flauta popular na EMESP com Josué do Santos e trabalhou no espetáculo teatral “Pour Louise” com Beatriz Tragtenberg – que originou também o EP “Pour Louise ou a desejada virtude da resistência”.
Há mais de uma década atua como pianista nas aulas de euritmia em colégios de pedagogia Waldorf – em Florianópolis e São Paulo – e em 2018 tocou no XIII Congresso Iberoamericano de Pedagogia Waldorf realizado no Peru.
É flautista no grupo Octeta e no duo com Carla Pronsato que tem uma pesquisa de repertório de música instrumental focado em compositoras mulheres e autoral.
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Laryssa Alves teve seu primeiro contato com a música aos nove anos, quando, por curiosidade e intuição, começou a explorar o violão de seu pai. Na igreja, deu início aos estudos informais de teoria musical e, aos treze anos, descobriu o contrabaixo elétrico, instrumento que a levou a integrar a orquestra local. Essa vivência despertou o interesse por uma formação mais aprofundada, motivando-a a ingressar na EMESP Tom Jobim em 2020, onde estuda até hoje com o professor Mário Andreotti e teve contato com nomes como Sizão Machado, Sidnei Borgani, Daniel D´Alcântara, Sidiel Vieira, Webster Santos, Paula Valente, Liz de Carvalho, entre outros.
Em 2024, iniciou o bacharelado na UNESP Júlio de Mesquita Filho, mas optou por redirecionar sua formação. Atualmente cursa o bacharelado em contrabaixo popular no Conservatório de Música Souza Lima. No mesmo período, passou a integrar a Orquestra Jovem Tom Jobim, mantendo-se na formação em 2025. Nesse ano, também ingressou na Orquestra Furiosa, do Auditório Ibirapuera — liderada e regida por Nailor Proveta —, no grupo Guaré, ligado ao Núcleo de Desenvolvimento de Carreira da EMESP, e na Octeta, dedicado à música instrumental universal.
Em 2025, foi contemplada com um intercâmbio em Munique pela EMESP Tom Jobim, estudando jazz por um mês na Hochschule für Musik und Theater München e participando de um programa de Big Band com presença do pianista panamenho Danilo Perez.
Ao longo de sua trajetória, participou de eventos, projetos e iniciativas sociais diversas, como o Núcleo de Desenvolvimento de Carreira da EMESP e o projeto de aulas de contrabaixo “Além dos Muros”. Atuou em diferentes festivais da EMESP, apresentou-se no Festival Jazz Sudaca (Paraguai) com a Octeta e, no Sesc Instrumental Brasil, tanto com a Octeta quanto com a Banda Nova Malandragem. Na Orquestra Jovem Tom Jobim, dividiu o palco com artistas como Vanessa Moreno, Débora Gurgel, Mônica Salmaso, Paulo Braga e Gabriele Mirabassi. Além disso, participa ativamente da cena de música popular brasileira e do jazz em São Paulo, tocando com músicos como Vitor Cabral, Cuca Teixeira, Flávio Silva, Michel Leme e Tiago Costa.
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Marina Bastos, instrumentista, compositora, mãe, atua compondo, arranjando e tocando em diversos grupos em São Paulo. Lançou seu single de estréia pela YB music em 2020 (Não Silenciou) e “Sem Mais” em parceria com o poeta arrudA em 2021. Ainda este ano lança a última dessa série de composições acompanhadas por sopros. Em São Paulo tem tocado com seus grupos e outros artistas em diversos festivais, SESCs, Viradas Culturais, teatros e casas de show e também em outras cidades do Brasil, além de outros países: Argentina, Uruguai, França, Espanha e Alemanha. Em sua trajetória transita em diversos círculos da música brasilera/latinoamericana tendo gravado e/ou tocado com Hermeto Pascoal, Josyara, Mônica Salmaso, Moreno Veloso, Obinrin Trio, Abacaxepa, Inezita Barrozo, Hamilton de Holanda, Arismar do Espírito Santo, Nailor Proveta, Palavra Cantada e participado de montagens como “Autorretrato” de Felipe Hirsh (com direção musical de Maria Beraldo), do musical Mundaréu de Mim (Direção musical de Josyara) e de “Piedad Salvage” (Theatro Municipal) com coreografia de Judith Sanchez Ruiz (Cuba) para o Balé da Cidade de São Paulo com direção musical de Maria Beraldo.
Formada em música pela UDESC e tendo sido aluna de Jazz e MPB no Conservatório de Tatuí, Marina integra a bando do Cometivo “Forró das Minas”, Bolerinho, Vintena Brasileira (idealizada por André Marques), Cumbia Calavera, Canções Velhas, Octeta e acompanha Tião Carvalho, Suka Figueiredo e Raíssa Spada em seus trabalhos.
É professora de música no Colégio Rainha da Paz. Foi arte-educadora no projeto Fábricas de Cultura e diretora musical do Projeto Espetáculo (2017/2022). É professora de música com foco na infância e adolescência, pesquisadora de canções e ritmos populares brasileiros e latinoamericanos. Durante sua graduação (UDESC) desenvolveu trabalho de pesquisa sob orientação de Acácio Piedade tendo publicado artigos (sobre música instrumental brasileira) em importantes revistas acadêmicas e apresentado comunicações em congressos de etnomusicologia e música.
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Mathilde Fillat é violinista, compositora e pesquisadora franco-brasileira que transita entre a música instrumental brasileira, a música de câmara e práticas colaborativas contemporâneas. Sua atuação investiga novas possibilidades para o violino e a rabeca, integrando escrita, improvisação e pesquisa sonora em diálogo com diferentes tradições e linguagens musicais.
Doutora em Música pela UNICAMP e Mestra pela USP, formou-se inicialmente em violino clássico no Conservatório de Romans, na França, aprofundando-se posteriormente em jazz, choro, cordas populares e processos de criação coletiva. Essa formação plural orienta um trabalho que combina técnica, escuta e investigação estética — elementos centrais tanto em sua produção autoral quanto nas colaborações que desenvolve.
Como intérprete, já colaborou com artistas como Arthur Verocai, Badi Assad, Fabiana Cozza, Rodrigo Campos, Zé Miguel Wisnik, Marcelo Segreto, Carlinhos Antunes e Marimbanda. Foi integrante da Orquestra Mundana Refugi por cinco anos, período no qual participou de turnês, residências artísticas e gravou os álbuns Orquestra Mundana Refugi e Caravana Refugi. Sua atuação inclui ainda projetos que atravessam repertórios populares, camerísticos e contemporâneos.
Integrante do grupo Octeta, Mathilde atua como violinista e compositora, contribuindo para o pensamento coletivo do grupo com sua experiência em cordas friccionadas, música popular e processos de criação colaborativa.
Na área pedagógica, ministra oficinas e workshops sobre violino popular e práticas de conjunto em festivais, universidades e programas formativos pelo país. Sua atividade artística e acadêmica se articulam de modo integrado, evidenciando um percurso voltado à criação, à pesquisa e à valorização das linguagens do violino na música brasileira.
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Miriam Momesso é uma guitarrista e violonista brasileira com uma trajetória musical rica e diversificada. Ingressou no Conservatório de Tatuí aos 16 anos, onde estudou guitarra MPB/Jazz.
Durante sua formação, foi bolsista da Big Band do projeto Guri, onde teve a oportunidade de trabalhar e se apresentar com Letieres Leite. Aos 18 anos, realizou um intercâmbio musical em Moçambique através do programa MOVE (Musicians Organizers Volunteer Exchange), onde passou um ano realizando shows, aulas e projetos musicais.
Foi aluna bolsista da Orquestra Jovem Tom Jobim, regida pelos maestros Nelson Ayres e Tiago Costa. Atualmente, trabalha com diversos projetos musicais, incluindo Marina Marchi duo, Vanille Goovaerts Trio, Grupo Octeta, Orquestra FILAFRO Mulheres, Quarteto Miviagi e The Square Big Band (The Town). Sua música é caracterizada pela fusão da tradição brasileira com a improvisação e criação espontânea, trazendo uma abordagem única e inovadora para a música instrumental brasileira.
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Monica Morais é cantora, compositora, pianista e educadora musical, atuando na interseção entre a música brasileira, a canção e práticas vocais contemporâneas. Sua formação reúne a Licenciatura em Educação Musical pela UFSCar, o curso de canto MPB/Jazz do Conservatório de Tatuí (2009–2015) e estudos da técnica vocal do IVA – Institute for Vocal Advancement. Como pianista, aprimorou-se com Beto Corrêa, André Marques e pela metodologia Suzuki.
Sua trajetória inclui gravações e colaborações em projetos da música brasileira, entre elas o disco As Pimentinhas (1999), participações no álbum Plural, de André Marques (2015), e atuações como back vocal. Como intérprete, integra o grupo instrumental Tupizando, atuando como cantora e pianista, explorando repertórios que dialogam com a linguagem instrumental contemporânea. Desde 2022, é Brincante, cantora e pianista no Palavra Cantada, ampliando sua atuação na música infantil.
Na área pedagógica, desenvolve trabalho como professora de canto, piano e musicalização em São Paulo, articulando técnica vocal, criatividade e práticas lúdicas.
Integrante do Octeta, Monica contribui com sua experiência em voz, piano e processos colaborativos, somando sua pesquisa vocal e sua atuação na música brasileira à estética do grupo.
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Viviane Pinheiro é pianista, compositora, arranjadora e professora, cresceu em Tatuí, onde iniciou seus estudos de música, no Conservatório Dramático e Musical Dr. Carlos Campos tendo como professora de piano Ana Maria Teixeira de Almeida. Se formou em piano erudito pela UNICAMP em 2012 orientada por Maria José Carrasqueira, tendo nesse período estreado como solista com a Orquestra Sinfônica da UNICAMP as “Duas Tocattas para Piano e Orquestra”, a convite do compositor Guilherme Lunhani. Na faculdade passou a se dedicar também à música popular, passando a tocar profissionalmente, a partir dos 18 anos.
Alguns anos após se formar, entrou nas oficinas de ritmos brasileiros conduzidas por André Marques, e através da música universal encontrou novo sentido. Mudou-se pra São Paulo para trabalhar e desenvolver a improvisação, experiências que direcionaram a compor, e a criar os grupos autorais Octeta e Miviagi quarteto, com os quais apresentou em Festivais como SPJW, Jazz Sudacca (PY), Primavera Jazz festival, Escadaria do Jazz e Festival de Jazz de São Roque. Participou de festivais com demais trabalhos em que colaborou e colabora, assim como piano solo, como Valadares Jazz Festival, Mostra Instrumental Paulista, I Mostra de piano brasileiro do CEVIMU, Mostra Sesc Cariri de Culturas, Festival de Inverno de Paranapiacaba, Grandes bandas grandes, Festival de Jazz de Uberaba entre outros, além de documentários, programas de Tv, rádio e podcasts. Dos shows recentes destaca-se “Obrigado, Nei”, homenagem de Leandro Mattos ao Nei Lopes, com participação do próprio.
Tem trabalhos gravados com diversas parcerias, como Skafandros Orkestra, Capa e seus Grilos, Tupizando, Danilo Gusmão, Jota P, Mariana Zwarg, Leandro Mattos, Dri Lima, Nanná Millano, Octeta, Fabio Luiz Pimentel, Inácio Rios, Robson Capela, Serginho Meriti, Juan Manrique, Caio Pamplona, FeMark, Marcos Fischer, Rita Bastos, Ari Colares, Michel Leme. Compôs e gravou abertura e trilha da Mustasha Webserie, de Thiago Dias. Foi convidada por Filó Machado a criar a parte de piano e gravar em duo com ele “Mr Echeverria” para divulgação do Filó Machado Songbook instrumental. Gravou as obras “L’enticelle” e “Souvenir de la Havane” no documentário sobre “Louis Moreau Gottschalk” dirigido por Rubens Crispim e Heloísa Faria. Produziu uma vídeo aula nomeada “Consciência Rítmica”, pelo Proac direto 39/2021, disponível em seu canal do youtube.
Integra Octeta, duo com Michel Leme, Ari Colares e a Canoa, Leandro Mattos Quarteto, Duo Terra com Esther Alves, Rita Bastos quinteto, Miviagi Quarteto, Filafro, Orquestra Violetas e Afro Leste. Desempenha ao lado de Aline Falcão a função de diretora musical assistente de Alfredo Del-Penho e também como instrumentista no musical “Nossa História com Chico Buarque”, de Vinicius Calderoni e Rafael Gomes. Atua como professora e com apresentações de piano solo assim como em formações variadas pela cena instrumental paulistana.
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