CIRCULAR - FAIXAS DO ÁLBUM
1: Caminhada Matinal- Viviane Pinheiro (2019)
Certa madrugada, Vivi buscava no teclado por timbres para um sub que faria na noite seguinte. Acabou criando o timbre da caminhada, e distraída dos sons pra tirar, passou um tempo naquele ostinato da esquerda enquanto brincava com acordes e ataques diferentes na mão direita. Pela manhã, na caminhada para o trabalho, esse som não saía da cabeça. Os passos se juntavam ao ostinato que servia de base para melodias que registrava no celular e que mais tarde, nos espaços entre aulas, buscava no piano. Essas melodias e aberturas já vinham com o som da formação do grupo recém criado, e que, pela primeira vez na vida, encabeçou- a então “Sexteta”. Nisso veio a vontade (ou percepção) da música narrar aquilo que era naquele momento: uma caminhada de manhã, em São Paulo. Os elementos musicais representam os passos (o ostinato), o agito, ambientes e pessoas de passagem, contemplação do céu, de seres vivos (borboletas, plantas, pássaros) chegando no mundo dos pensamentos- de inspirada pela vida, beleza e natureza a indignada por sua destruição e demais estragos inerentes ao capitalismo, até que os sons chamam de volta ao mundo externo e seu modo contínuo: “Acelera, olha a hora!”
FICHA TÉCNICA
- Composição e arranjo: Viviane Pinheiro
- Teclado, piano, chocalhos, guizos e coro: Viviane Pinheiro
- Flauta, teclado e coro: Larissa Galvão
- Flautim, Sax tenor e coro: Marina Bastos
- Violino e coro: Mathilde Fillat
- Clave, voz e coro: Monica Morais
- Chocalho, guitarra e coro: Miriam Momesso
- Contrabaixo e coro: Laryssa Alves
- Bateria e coro: Caroline Calê
- Improvisos: Monica Morais (voz), Larissa Galvão (flauta) e Caroline Calê (bateria)
2: TPM – Vanille Goovaerts (2020)
Essa composição em ⅞ surgiu durante a pandemia, se chamava “A Menina e o Vento”, arranjada para dois violinos (duo Ricardo Herz e Vanille Goovaerts). Final de 2023, Vanille entrou na Octeta para substituir a Mathilde Fillat (violino) que estava finalizando o seu doutorado sobre o violino popular brasileiro e o seu ensino no Brasil. Vanille foi convidada a trazer uma música autoral, e depois de intensa reflexão, escolheu reescrever e arranjar a música para a Octeta. A música ganhou força e intensidade, Vanille (que é francesa) estava na dúvida entre um título em francês ou em português e quando compartilhou com a banda o que significava essa música para ela – toda quebrada e pegando no susto e ao mesmo tempo repetitiva e cíclica – surgiu bem naturalmente o título : a TPM. A ideia era transcrever a intensidade que a mulher vive durante seus ciclos menstruais, que criam uma conexão corporal e emocional muito forte e especial.
FICHA TÉCNICA
- Composição e arranjo: Vanille Goovaerts
- Violino: Vanille Goovaerts
- Voz: Mônica Morais
- Flauta: Marina Bastos
- Flauta: Larissa Galvão
- Piano: Viviane Pinheiro
Guitarra: Miriam Momesso - Baixo: Laryssa Alves
- Bateria: Caroline Calê
- Improvisos: Vanille Goovaerts (violino), Viviane Pinheiro (piano), Laryssa Alves (baixo), Caroline Calê (bateria)
3: Flor de Primavera- Monica Morais (2025)
“Flor de Primavera” surgiu a partir de uma lembrança marcante da infância de Monica Morais. Quando criança, ela passava os finais de semana na casa de sua avó materna e gostava de ajudá-la a cuidar do jardim. Entre as plantas, havia uma flor que se tornou símbolo do carinho e da simplicidade que compartilhavam.
Anos após a morte da avó, durante uma viagem a Minas Gerais, Monica deixou o interior de uma caverna que lhe provocou uma sensação pesada e, ao sair, encontrou a mesma flor que lembrava do jardim da infância. A cena despertou uma forte emoção e trouxe de volta a presença afetiva da avó. Nesse momento, ela percebeu que a melodia que vinha compondo já tinha um nome.
“Flor de Primavera” é apresentada como uma música que transmite cura, proteção e serenidade, refletindo o impacto que a avó teve em sua relação com a natureza e na busca por tranquilidade nas pequenas coisas.
FICHA TÉCNICA
- Composição e arranjo: Monica Morais
- Escaleta e voz: Monica Morais
- Mineiro e piano: Viviane Pinheiro
- Flauta: Marina Bastos
- Flauta: Larissa Galvão
- Guizos e violino: Mathilde Fillat
- Guitarra: Miriam Momesso
- Contrabaixo: Laryssa Alves
- Bateria: Caroline Calê
- Improvisos: Mathilde Fillat (violino), Monica Morais (voz) e Larissa Galvão (flauta)
4: Sonho – Miriam Momesso (2023)
“Sonho” é uma música que surgiu de um riff de guitarra, e como um exercício de composição, foi sendo desenvolvido. O nome veio, pois ter a capacidade de compor, para a compositora Miriam, naquela situação, era um sonho, e esse foi o primeiro passo.
FICHA TÉCNICA
- Arranjo e composição: Miriam Momesso
- Violino: Mathilde Fillat
- Voz: Monica Morais
- Flauta 1: Marina Bastos
- Flauta 2: Larissa Galvão
- Piano: Viviane Pinheiro
- Guitarra: Miriam Momesso
- Contrabaixo: Laryssa Alves
- Bateria: Caroline Calê
- Improvisos: Viviane Pinheiro (piano), Caroline Calê (bateria) e Miriam Momesso (guitarra)
5: Caju – Larissa Galvão (2020)
O impulso desta composição veio cantarolado, depois de assistir a uma live do Hermeto Pascoal, na pandemia, em que ele falava amorosamente sobre música e vida. Em um primeiro momento, esta canção instrumental em 5/4 foi estruturada em um arranjo para piano solo e levou bastante tempo pra ter nome. O tempo do empoderamento. Anos depois, ganhou um arranjo feito coletivamente pela Octeta – na mesma época em que a maternidade tornou-se uma tônica na vida de Larissa. Eis Caju, com participação especial da bebê Martina.
FICHA TÉCNICA
- Composição: Larissa Galvão
- Arranjo: Octeta
- Violino e coro: Mathilde Fillat
- Voz e coro: Monica Morais
- Flauta, coro e triângulo: Marina Bastos
- Teclado e coro: Viviane Pinheiro
- Piano e coro: Larissa Galvão
- Guitarra e coro: Miriam Momesso
- Baixo e coro: Laryssa Alves
- Bateria e coro: Caroline Calê
- Participação especial: Martina Galvão (voz e uma pratada no chimbal)
- Improvisos: Monica Morais (voz), Larissa Galvão (piano), Viviane Pinheiro (teclado)
6: Ciclo “in” ciclo – Caroline Calê (2017)
“Ciclo ‘in’ Ciclo”, de Caroline Calê, nasceu em 2017, ano em que a artista concluía sua formação em Bateria MPB/Jazz no Conservatório de Tatuí. Vivendo um momento de travessia — fim e começo, fechamento e abertura — Calê reflete profundamente sobre os ciclos que nos moldam: os grandes, que marcam etapas, e os pequenos, que se repetem dentro deles como espirais internas e externas.
Os compassos irregulares — 3/4, 3/4, 3/4 + 5/4, e depois 3/4, 3/4 e 7/4 — tornam-se o desenho desses giros: ciclos que se desdobram, se renovam e nunca retornam exatamente iguais, embora a essência permaneça.
O baixo apresenta o motivo em ostinato, definindo o pulso inicial da peça. Com a entrada da bateria, a estrutura rítmica ganha um segundo alicerce: ela evidencia os acentos dos compassos irregulares, estabiliza o fluxo e cria o espaço para que a harmonia se desdobre. A interação entre bateria e baixo estabelece a base da obra, sustentando o movimento espiralado que orienta a composição.
Sobre essa fundação, a harmonia se expande entre Bm, Em, Em6, Em7 e o modo mixolídio, desenhando cores que mudam sem romper a essência — sempre com liberdade, como a própria vida quando se transforma por dentro.
Ao revisitar a obra para o disco Circular, Calê mergulhou em um novo ciclo. O arranjo, feito em 2025 para a Octeta, apresenta texturas: contrapontos das flautas, brilho do violino, camadas de piano e guitarra, e a voz que atravessa o tecido harmônico sem perder o núcleo original da composição. Cada instrumento acrescenta uma curva à espiral, revelando novas leituras dentro do mesmo movimento.
Assim, “Ciclo ‘in’ Ciclo” é uma peça sobre permanência e mudança — sobre reconhecer o que retorna, acolher o que surge e compreender que cada repetição carrega uma nova versão de nós mesmos.
Um ciclo dentro do outro: sempre em transformação.
FICHA TÉCNICA
- Composição e arranjo: Caroline Calê
- Violino: Mathilde Fillat
- Voz: Monica Morais
- Flauta: Marina Bastos
- Flauta: Larissa Galvão
- Piano: Viviane Pinheiro
- Guitarra: Miriam Momesso
- Contrabaixo: Laryssa Alves
- Bateria: Caroline Calê
- Improvisos: Larissa Galvão (Flauta), Miriam Momesso (guitarra)
7: Vivere – Laryssa Alves (2025)
Vivere é uma composição em ⅞ inspirada na experiência de Laryssa em sua primeira viagem internacional de estudos, em 2025. A música traduz o processo de transformação interna — as mudanças de convicções, de identidade e de visão de mundo — que marcam a chegada a um novo estágio de maturidade espiritual e pessoal. Representa a juventude, a celebração das múltiplas possibilidades da vida, a luta feminina e o exercício permanente de refletir sobre nosso lugar de pertencimento na sociedade, além do apreço pela inocência e pela força de vontade que impulsionam cada nova etapa.
A obra também carrega um caráter profundamente influenciado pela forma de compor do pianista norte-americano Aaron Parks, cuja estética intimista, melódica e contemplativa ecoa no espírito da peça. Isso se torna nítido pela maneira com a qual Laryssa iniciou o processo de composição: pelo piano, contemplando cada sonoridade e cada caminho harmônico que ia encontrando com o coração e ouvidos abertos. Começou pela introdução, que não se repete em momento algum da música, mas está ali com a função de declarar: as próximas notas são o que eu tenho a dizer e foram escolhidas com muito esmero.
Vivere é, sobretudo, uma oração: um momento de autoanálise, de reconhecimento das próprias conquistas e do desenvolvimento pessoal, mas também um gesto de gratidão às escolhas feitas por nossas versões passadas — escolhas que abriram caminhos e tornaram possível alcançar aquilo que, um dia, parecia só um sonho.
FICHA TÉCNICA
- Composição e arranjo: Laryssa Alves
- Flauta: Marina Bastos
- Flauta: Larissa Galvão
- Violino: Mathilde Fillat
- Voz: Mônica Morais
- Guitarra Elétrica: Miriam Momesso
- Baixo Elétrico: Laryssa Alves
- Piano: Viviane Pinheiro
- Bateria: Caroline Calê
- Improvisos: Viviane Pinheiro (piano) e Miriam Momesso (guitarra)
8: Dourada- Viviane Pinheiro (2024)
Dedicada à Wanessa Dourado e família, essa música chegou numa manhã em que Viviane estava impactada pelas atualizações sobre o estado de saúde da Wanessa. Foi um momento muito delicado e forte, que misturava tristeza, fé, lembranças e contemplações sobre sua trajetória, a luz que ela trazia, o som, inspiração e amor que são atemporais. Assim que percebeu a melodia, deixou o celular gravando e registrou tudo, cantando. Dias depois Wan encantou-se e a comoção foi geral. Muitas homenagens foram feitas, afetuosas como essa. Além de referência enquanto musicista, Wanessa era amiga de muitas das integrantes da Octeta. Ela integrou o grupo desde a formação original- a então Sexteta- até os 4 primeiros anos (com todas suas transformações), e era uma fortaleza tanto pela dimensão de musicista quanto pela amizade e firmeza com que acreditava no som e nas forças da nossa união. “Dourada” foi logo arranjada para o grupo, que estava prestes a fazer seu show de estreia, e tanto esse quanto todos os shows que vieram depois foram dedicados a ela. Essa faixa conta com as belas participações especiais de Vanille Goovaerts e Marina Marchi, que integravam o grupo quando tudo isso aconteceu- sendo que foi Marina quem propôs o improviso de piano solo naquele trecho. Tanto elas, quanto Wanessa e todas que passaram pelo grupo, fazem parte do que a Octeta é. Que essa escuta seja um conforto aos entes queridos e uma saudação à “Dourada” e sua existência.
FICHA TÉCNICA
- Composição e arranjo: Viviane Pinheiro (Contribuição de Marina Marchi)
- Flauta: Marina Bastos
- Flauta: Larissa Galvão
- Voz e escaleta: Monica Morais
- Violão e guitarra: Miriam Momesso
- Piano: Viviane Pinheiro
- Contrabaixo: Laryssa Alves
- Bateria: Caroline Calê
Participações especiais:
- Voz: Marina Marchi
- Violino: Vanille Goovaerts
- Improvisos: Viviane Pinheiro (piano), Vanille Goovaerts (violino), Marina Marchi (voz) e Miriam Momesso (guitarra)
9: Paraogó da Nova Geração- Viviane Pinheiro (2021)
Em 2020, Vivi gravou as teclas em “Ogó” de Danilo Gusmão (atual Dandá Costa), que para o lançamento em meio a pandemia, propôs uma live em que poderiam ser feitas Oferendas imateriais para Ogó. A música chegou na manhã da live, ao acordar com o som dos batuques que foram traduzidos na linha do grave do piano, e a partir dessa linha, surgiu a melodia. Oferenda Imaterial para Ogó virou também um presente para Dandá letrar, caso fosse sua vontade, e felizmente foi. Em Circular o arranjo começa com improviso de bateria com uma cama das flautas com o violino também em improviso e conexão.
FICHA TÉCNICA
- Composição e arranjo: Viviane Pinheiro
- Violino e coro: Mathilde Fillat
- Flauta baixo, flauta soprano e coro: Marina Bastos
- Flauta e coro: Larissa Galvão
- Teclado, voz e coro: Monica Morais
- Piano e coro: Viviane Pinheiro
- Guitarra e coro: Miriam Momesso
- Baixo e coro: Laryssa Alves
- Bateria e coro: Caroline Calê
- Improvisos: Caroline Calê (bateria), Laryssa Alves (baixo), Miriam Momesso (guitarra) e Marina Bastos (flauta)
10: Titubeando – Mathilde Fillat (2023)
Titubeando nasceu em 2023, inicialmente como um exercício de composição em que Mathilde explorava combinações harmônicas e buscava uma melodia que refletisse sua voz. A harmonia veio primeiro e, a partir dela, a linha melódica foi se desenhando aos poucos, intuitivamente, até que pequenos motivos começaram a se expandir e formar a estrutura da peça.
Durante uma viagem a Fortaleza, Mathilde levou a música consigo e continuou a lapidar suas ideias – escrevendo na partitura, cantando frases, testando nuances que mais tarde experimentaria no violino. O título foi a primeira escolha, e talvez a mais espontânea: “Titou”, apelido de infância na França (transformado em “Titu” no Brasil), inspira o jogo de palavras que dá nome à faixa. Titubeando é, ao mesmo tempo, uma brincadeira afetiva e a imagem do próprio processo criativo – feito de tentativas, hesitações, desvios e descobertas.
O resultado é um autorretrato musical: uma peça leve, luminosa, permeada pelos ritmos e sonoridades que Mathilde absorveu desde que passou a viver no Brasil. Como toda criação em movimento, a música avança aos poucos, tateia, encontra caminhos. E, ao chegar à Octeta, Titubeando ganhou nova vida: um arranjo coletivo que expandiu a peça para além de sua forma inicial, permitindo que o tema, antes íntimo, se tornasse parte da identidade sonora do grupo.
FICHA TÉCNICA
- Composição: Mathilde Fillat
- Arranjo: Octeta
- Violino: Mathilde Fillat
- Voz: Monica Morais
- Piccolo: Marina Bastos
- Flauta: Larissa Galvão
- Piano: Viviane Pinheiro
- Guitarra: Miriam Momesso
- Contrabaixo: Laryssa Alves
- Bateria: Caroline Calê
11: Samba Novo – Marina Bastos (2025)
Samba simples instrumental que surgiu na cabeça da Marina no estilo “lalaiá” e que trouxe referências de arranjos de um disco que ouviu muito: Quinteto – da Léa Freire com o Teco Cardoso. A partir daí Marina teve vontade de explorar o improviso conjunto entre as flautas sem base ou harmonia e também de desenvolver uma ponte com sobreposição de gêneros musicais e polirritmias. O final com improvisação de todas com um grande fadeout quis propor um clima festivo e de “vadiagem”, liberdade de expressão e brincadeira trazendo de volta como esse lalaiá surgiu na cabeça da compositora originalmente.
FICHA TÉCNICA
- Composição e arranjo: Marina Bastos
- Flauta e flautim: Marina
- Flauta: Larissa Galvão
- Violino: Mathilde Fillat
- Escaleta e voz: Mônica Morais
- Guitarra Elétrica: Miriam Momesso
- Baixo Elétrico: Laryssa Alves
- Piano: Viviane Pinheiro
- Bateria: Caroline Calê
- Improvisos: Marina Bastos (flauta), Larissa Galvão (flauta) e Laryssa Alves (baixo)
12: Sem Vergonha- Viviane Pinheiro (2019)
Cansada de sofrer de vergonha de ser “ruim” ao se deparar com a dificuldade de improvisar no frevo, em especial estudando piano solo, Vivi teve que tomar medidas tanto no sentido psicológico, quanto no prático. Sobre a prática, as primeiras tentativas de estudar frevo no piano solo são difíceis, auditivamente falando, porque tem uma coordenação a ser resolvida para segurar a levada na esquerda e deixar a direita livre para os fraseados ágeis, absorver as rítmicas dessas frases pro improviso fluir na linguagem, são muitas etapas logo de cara. Então veio a ideia de compor um frevo harmonicamente simples para focar nas questões rítmicas e internalizá-las. E a medida psicológica, que parece simples: parar de ter vergonha de estudar. Na época morava acompanhada e tinha preocupação de não cansar ouvidos alheios, também conversava com amigas e alunas com a mesma questão- tendo casos em que partia de marido debochar das tentativas delas, a ponto de mais de uma chorar na aula com o mesmo relato. Triste, mas questões como essas afastam muitas desse ofício. Não tem outro caminho que não o de persistir até começar a soar bem, e a culpa ou vergonha pelo que ainda não consegue não ajuda em nada. Por isso o nome da música. Para o álbum, “Sem vergonha” ganhou um arranjo que busca trazer a sensação mais tradicional com o frevo, inspirada na Spok Frevo e no frevo de rua, tem improviso de todas e ganhou até parte nova.
FICHA TÉCNICA
- Composição e arranjo: Viviane Pinheiro
- Escaleta, chocalho e voz: Monica Morais
- Violino: Mathilde Fillat
- Flauta: Larissa Galvão
- Sax tenor e flautim: Marina Bastos
- Guitarra: Miriam Momesso
- Piano e pandeiro: Viviane Pinheiro
- Baixo: Laryssa Alves
- Bateria: Caroline Calê
- Improvisos: Todas